TRANSFOBIA E CISTEMA CARCERÁRIO EM CÓRDOBA: CASO DOS TRANSMASCULINOS MAX E LULÉN

Em 5 de fevereiro de 2025, Max e Lulén – dois jovens trans – confrontaram, no bairro de Cofico, William Watts, pai de um deles. Esse é um fato que a justiça julga isoladamente, ignorando um histórico anterior de violência psicológica, maus-tratos e expulsão da família em razão de sua identidade de gênero. Max e Lulén foram à casa de William Watts (pai adotivo de Lulén) para buscar fotos e pertences, em um contexto tenso em que a avó de Lulén (que o criou) havia falecido; o pai ocultou a notícia do falecimento da avó e, posteriormente, culpou Lulén, associando a morte à sua identidade de gênero
Manobra do Ministério Público: Enquanto a defesa aponta a agressão dentro de um contexto de violência doméstica sistemática, o promotor Marcelo Fenoll insiste em qualificar o fato como “tentativa de homicídio”. Durante o processo, o promotor exagerou na severidade, hostilizou testemunhas da comunidade LGBT+ e impôs uma estratégia acusatória sem respaldo probatório real. A defesa (Dania Villanueva e Rocío García Garro) documentou anos de rejeição, maus-tratos psicológicos e violência familiar desde que Lulén tinha 12 anos, além de mais de 30 casos de automutilação.
Decisão judicial: Fenoll pediu 13 anos e 4 meses de prisão para Max e Lulén. Para se ter uma ideia do absurdo, em 2023, o mesmo promotor pediu praticamente a mesma pena para um homem que abusou sexualmente de uma menina durante 4 anos e a entregou a terceiros.
Criminalizar a autodefesa e as dissidências enquanto agressores sexuais recebem penas mínimas é uma decisão política.
ISSO NÃO É JUSTIÇA, É TRANSFOBIA INSTITUCIONAL.
LIBERDADE PARA MAX E LULÉN!
PELO FIM DO CISTEMA CARCERÁRIO!
Exigimos a absolvição de Max e Lulén e o fim do assédio judicial às redes de apoio às pessoas trans.
Texto por Memória Transmasculina


Comentários